E seguem as letras com fome
E o que mataria a ingrata?
Beterraba cortada abstrata?
Cenoura em lata quem come?
Ralada... há quem prefira ralada
Na poesia a palavra calada
Ameaça abrir a boca e some
Salada e palavra sensata
Viagem e filosofia barata
O fogo da mente consome
Cortada... há quem queira cortada
Com cheiro de terra molhada
Sem forma, sem gosto, sem nome
Comer a palavra não mata
Faz bem escorregar na batata.
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