Há ocos por todos os lados
Três dias ocos e ninguém veio
Tão desprovido do recheio
Nem absurdos reciclados
Só espera, só demora
Nada encontra, nada explora
Os cheios são esvaziados
Sem valentia, sem receio
Todo o canto é no meio
Círculos são todos quadrados
Chego quando vou embora
Servindo o nada de escora
De todos pretextos malvados
Quando martela o anseio
Esconde o real e o feio
E nas escalas dos esquadros
A grandeza nada implora
Todo o dia e toda a hora
Os vazios são estocados.
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