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Domingo, 05 Set 2010
Escrito por: Hal Wildson
Hal Wildson

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Cap. III- Aparelhos de Massificação- Nova República- As novidades do que não mudou.

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CRIAR... DESPERTAR, MUDAR!

"Criar" novos conceitos, "despertar" interesses de "mudar" essa realidade.

Após temos visto do que os falsos dogmas são capazes, suas influências mútuas e destrutivas na sociedade, os ciclos de ocupação e manutenção ideológicas de uma sociedade, aponta-se algumas pautas:

Na manutenção de uma sociedade existe ainda um aparelho repressivo: que em sua função possui o papel determinante e repressor; seja pelos exércitos ou pela TV.

E mais além desses aparelhos existem ainda outros que regem uma sociedade, e os responsáveis por seus conceitos e idéias são os seus aparelhos ideológicos.

As leis federais, estaduais, ou familiares é o primeiro grande aparelho que domina a sociedade, nenhuma sociedade vive sem lei. Mas como foram que se criaram essas leis? Essa é uma forma de criar nossas próprias idéias.

Dizem que é proibido porque é lei, e nem se quer nos perguntamos por quê. Será que a mesma lei rege para todos da mesma forma? Não, é claro que não, e nós brasileiros já nos conformamos com essa situação, não podemos nos conformar diante de problemas sociais como a violência, a corrupção  e a desigualdade.

A primeira coisa a fazer para nos desligarmos desses falsos aparelhos é não nos conformarmos, pois uma sociedade só muda quando quer mudança.

Todos já ouvimos falar por "problemas", problemas buscam por soluções. Então quando esse problema se refere à sociedade, define-se "problema social".

Sendo assim, é importante analisar fatos que se baseiam aos fundamentos desse problema, mas ao invés disso esperamos que os políticos, os padres, sociólogos, assistentes sociais resolvam esse problema; contudo para a resolução de um problema social a iniciativa tem partir de nós, somos nós que formamos a sociedade.

No aparelho ideológico da Escola, é onde reflete o principal foco de interesses de um grupo dominante, a Escola é basicamente uma instituição de imposição de ideologias controlada por aqueles que possuem o poder. Quando a escola não executa tais interesses ela é chamada, mudada, reformada, desta forma a escola não seria nada mais do que um aparelho de capital.

Pela educação um indivíduo é capaz de transformar uma sociedade. A educação é um processo de transformação de caráter. E a escola se torna cada vez mais necessária para a moldação de uma sociedade.

Veja a afirmação de La Chabotais, na França, em 1766; apresentada no livro de Pedrinho Guareschi.

"Nunca houve tantos estudantes como hoje. Inclusive gente do povo quer estudar... Ensinam a ler a escrever a gente que só deveria a aprender a manejar instrumentos... O bem da sociedade exige que o conhecimento das gentes não vá mais longe do que é necessário para a sua própria ocupação diária. Todo homem que saiba além de sua rotina diária, não será nunca capaz de continuar paciente e atentamente esta rotina..."

E Bernard de Mandevilhe no século XVIII, escrevia:

"A fim de se conseguir, mesmo em circunstâncias difíceis, uma sociedade harmônica e um povo dócil, nada melhor do que a existência de um grupo de analfabetos e de pobres; os conhecimentos alargam e multiplicam os desejos, e quanto menos coisas uma pessoa desejar, mais fácil lhe será obtê - las".

Na Inglaterra, em 1897, um projeto de das escolas a todos foi derrubado na Câmara dos lordes, e entre outras razões estavam estas:

"Em vez de ensinar - lhes subordinação (a escola) os tornaria faciosos e rebeldes... Poderiam então ler panfletos sediciosos, livros perigosos... Tornaria - os insolentes ante seus superiores; em poucos anos, o resultado disso forçaria o governo a utilizar a força contra eles".

Mas não muito tempo depois, a escola primaria se tornou obrigatória na maioria desses países. Porque se processou essa mudança? Pois vamos ver as explicações que os responsáveis e dirigentes desses países nos dão.

Em 1934, um jornal dos professores da França dizia o seguinte:

"Nós, educadores franceses, sabemos aproveitar todas e casa uma das ocasiões que se nos apresentam para inspirar nos nossos alunos um ardente amor à Pátria... Fazer patriotas sinceros também a nossa meta".

E Ernest Lauisse, na "História Francesa":

"Para recuperar da Alemanha o que esta nos europeu... devemos ser bons cidadãos e bons soldados. É para converte - los em bons soldados que vossos mestres os ensinam a história da França".

Pode se notar então que a escola serve aos interesses dos poderosos. Se a escola puder atrapalhar seus planos, ela é proibida se ela é necessária como "formação de cidadãos dóceis" e como fábrica de soldados obedientes, ela é obrigatória durante todo o tempo necessário.

(Trechos baseados em Pedrinho Guareschi, Sociologia Crítica; Aparelho ideológico da escola).

Quanto mais necessária para a manipulação de um povo, a escola passa por sucessivas transformações de acordo com a sua necessidade ao sistema.

Atualmente, as escolas de países capitalistas, trabalham em prol do desenvolvimento do Capital; é o exemplo de escola necessária para a expansão do capital, para que haja o rendimento de mais lucros: preparar mão-de-obra para o capital; é essa uma das fundamentais tarefas da escola.

Em um aprendizado o professor não deve impor algo aos alunos: ensinar um determinado assunto, e manda-os que cumpram uma tarefa; na educação é preciso o dialogo e desde sempre buscar a opinião e criticidade do aluno, é esse o método de aprendizagem que devemos exigir, não outro método que queiram  nos impor algo, aliás isso não seria educar, mas sim fundamentar uma pessoa.

O aparelho familiar é outro importantíssimo processo de imposição de valores, que sempre está presente em nossa vida cotidiana, seja direta ou indiretamente.

Qual o verdadeiro papel da Família? Seria somente a função de procriação, desenvolvimento, sociabilização e manutenção desses filhos? Não existem outras? Querendo ou não os interesses e pressuposto de uma sociedade influenciaram no comportamento de uma relação familiar. Se a família não possui uma preparação de seus filhos, logo eles se tornariam filhos de uma sociedade corrompida, a família precisa ser organizada e ter autoridade, empregando valores educativos e não preconceituosos, preparando - os a sociedade.

Ela pode se tornar um agente transformador na medida em que for estabelecendo e criando novas relações, igualitárias e dialogais; o contato a família é um momento primordial para a estruturação de um individuo.

Entre duas crianças de cores sociais distintas não há nenhuma controvérsia ou diferença preconceituosa sobre elas; quem impõe esses valores sejam preconceituosos ou não, é a própria família.

Desta forma, mediante a educação que a família emprega, a criança crescerá e iniciará a construir o seu caráter, e criará seus aspectos éticos sociais de acordo com a sua educação familiar.

Esse fato nos leva a refletir sobre a que influência exercida sobre a família pode acarretar, desde a uma família ante-social a uma família retrógrafa e bitolada.

Outro importantíssimo e presente aparelho ideológico em nossa vida é o aparelho Religioso. Desde os primeiros tempos da colonização do país, a igreja esteve presente, e contribui para a construção da sociedade em que vivemos, e que analiticamente muitas igrejas podem ser dadas como aparelho capitalista dentre uma crítica sociológica.

Existem países, por exemplo, onde a freqüência à igreja pode ser correlacionada aos níveis sociais: a atividade religiosa caracteriza os trabalhadores: de "colarinho branco", empresários, doutores, políticos; enquanto que os operários braçais, os proletários, raramente vão às igrejas.

O que se nota é que a relação da fé de uma pessoa e a sua renda  anual estão evidentemente relacionadas; quanto menor a renda, parece que não existe mais fé... Onde surgiu essa idéia correlativa entre renda e Salvação?

Por que os templos das igrejas criadas há três séculos são torneados de ouros e metais preciosos? Se na verdade o que nos vale é a salvação? E por que o meu pastor necessita da melhor casa, o melhor carro, a melhor mobília, se na verdade o seu dever e encaminhar os fiéis à salvação?

Ao discutirmos a religião a partir de um estudo sociológico é preciso analisar a igreja seja ela católica, protestante, espírita; ela  mostra-se  superestrutural (ideológica), ou infra - estrutural (libertadora)?

Resumidamente, o papel de uma igreja é ensinar a palavra de Deus, e não impô-la. A religião deve ser um cultivo de ética cidadã, e não conceitos capitalistas.

O último e essencial aparelho ideológico é o da comunicação, um dos aparelhos mais centrais e populares de nossa sociedade atual. Talvez seja a comunicação responsável por uma sociedade tão contraditória e injusta. A comunicação mantém - se como o instrumento mais importante de resistência à mudança e de manutenção dessa situação de dominação e exploração;

quem tem a Comunicação tem o poder, e quem não tem o poder tende a ser massificado.

A comunicação do Brasil esta focalizadas em pouquíssimas pessoas. Mais da metade de tudo que se assiste, que se ouve, que se comunica, não é realmente brasileiro. A influência estrangeira é enorme. Veja:

Dados baseados no livro de Pedrinho Guareschi, Sociologia Crítica. Comunicação de massa.


  • a) "Se o capital estrangeiro não pode possuir o meio, ele controla o conteúdo".

  • b) "Se não se tem nem o meio, nem o conteúdo, controla - se a divulgação e distribuição desse conteúdo".

  • c) "Se não tem nenhum dos acima, controla - se a publicidade e propaganda".


  • d) "E se nenhum do acima funcionar, o capital internacional controla os meios através da tecnologia".


  • e) "E finalmente, se nenhuma dos controles acima funcionar, ainda sobra um último cartucho: o controle político, que vem através do governo".


Desta forma, pode - se ver a comunicação brasileira não é basicamente nossa. Pois, quem detém o poder, possui a comunicação e quem possui a comunicação, procura deter o poder.

Há uma saída para esse problema? É claro que existe.

Em geral a TV seleciona para a noticia apenas o que lhe é interessante, um mecanismos de seleção, onde se mostra apenas o mais óbvio, algo que seja fácil para ser aceito. Isso se dá pelo mecanismo de combinação, ou seja, há um relacionamento entre dois fatos comuns, por exemplo: quando há um  manifestos coloca - se em destaque os negros e os jovens, e esse fato logo se torna comum, obvio, ou seja, quando se ouvir falar em manifestos logo se lembraram de indivíduos que foram automaticamente relacionados à isso: os jovens e os negros. O ceticismo em relação a esses mecanismos de impressa, logo nos possibilitar a indagar, e a não fazer um pré-julgamento, é preciso dúvida para procurar uma sociedade  mais próxima da verdade.




LIVROS DIDÁTICOS: O QUE ELES ESTÃO ENSINANDO

A NOSSOS FILHOS?


"Quem controla o passado, controla o futuro; e quem controla o presente, controla o passado", dizia o jornalista e escritor britânico George Orwell.

Poderíamos chamar isto de educação? Os livros didáticos que mostram uma visão simplificada e deturpada da realidade. Por cinco anos o Ministério da Educação recomendou o uso de um livro da história; o livro mostrava uma história maniqueísta e estereotipada.

Em muitos livros escolares o socialismo é apontado como o bom regime, que luta contra o capitalismo, intitulando como o regime do mau. Muitos personagens são vistos de modo anacrônico, mediante à determinadas ideologias.

Um dos artigos de Ali Kamel despertou polêmica ao transcrever trechos do livro: Nova História crítica no jornal O Globo. Para Kamel, o livro é uma "tentativa de fazer nossas crianças acreditarem que o capitalismo é mau e que a solução de todos os problemas é o socialismo". E ainda a Revista Época analisou o livro e encontrou trechos problemáticos: "Adam Smith acreditava que as forças do mercado agiram como uma mão invisível e regular a economia. Em suma, o vale - tudo do capitalista promoveria o progresso geral de uma vida harmoniosa", ao invés de ser visto como um sistema corrupto e desprovido de ética o capitalismo é descrito como um sistema de geração de igualdade social.

Os livros didáticos mostram a História da África de modo distorcido, reprimem o verdadeiro potencial desse continente. A África é apresentada como um continente desértico e sua história é caracterizada pelos egípcios; o que não se mostra é o verdadeiro e gigantesco legado cultural da África um continente repleto de povos distintos e a concentração de muitas riquezas.

No período colonial, os índios e os negros eram representados quase sempre oprimidos, sua história, sua cultura não fora mostrada.

A imagem distorcida e manipulada do bandeirante, e um mito  apresentado nos livros, uma imagem preconceituosa e descriminante.

A supremacia dominante do bandeirante e a inferioridade do escravo foram crescendo cada vez mais, desde sempre manipulando um passado inexistente. Pensamentos que evidentemente colaboraram para a discriminação.

O bandeirante ao contrário do que todos pensam era miseráveil e super explorados; esqueça as roupas, as botas e os trajes organizados; pois tão pobres quanto os índios, os bandeirantes trabalhavam quase seminus, passavam fome e muitas vezes morriam nas intermináveis  viagens.

Tudo isso que foi renegado e disputado nos livros didáticos mostra - nos a força que a "Educação" possui no andamento da sociedade. A Escola deve ser um exemplo de aprendizado real, e não quem ensina "mais ou menos" certo, devemos explorar de nossos professores capacitação e Disciplina. Devemos fugir das idéias Cronológicas e inconcretas expostas nos livros de modo desordenado e irreal, para a manipulação de uma sociedade conformada com o quê lê e vê.



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