Tua amizade, me perdoe, é quase ofensa
a tanto amor que te devoto em grau supremo!
E dela, em troca, eu tenho toda a indiferença
que deste amor vai de um extremo a outro extremo!
Quando te vejo, em corpo, perco o tino, tremo!
E se em tu!alma uma amizade se condessa,
ela em minh!alma se desmancha e eu choro e gemo
ao perceber , em nós, tão grande diferença...
Tua amizade, então, é céu de noite escura,
é madrugada de borrasca em dor impura,
manhã de fogo enganador de falso lume!
Não a quero jamais. Eis a pura verdade:
É preferível conviver com esta saudade,
a suportar o inferno atroz de um ciúme!
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