
Cadê o chão?
Se abriu
Faltou-me
Sugou-me
De que ponto partir?
A vida é mesmo feita de surpresas
Te toma de assalto
Te desorienta
Te derruba
E as palavras?
o vento levou
As lembranças permanecem
Como que um açoite
O coração rasgou-se
Os olhos procuram de lá de baixo, uma luz
É noite
Tudo está escuro e obscuro
Os olhos se fixam em uma direção que possa mostrar o topo
Onde haja claridade
Um lugar onde possa ir sem ter que ler nos olhares a afirmativa:

EU TE DISSE
Tudo oque esse coração procura agora é consolo
Os açoites já lhe são garantidos por seus pensamentos constantes
Os pés procuram o chão, que se foi
Levou junto, em um rompante, a felicidade
Assim como a trouxe
Esse velho coração parece convencer-se de que não nasceu para ser feliz
Recomeçar
Explorar novas possibilidades
Do zero
Tendo como aliada e companheira, apenas a esperança
Que não morreu e não foi sugada pelo abismo
Achar a porta de saída
E não olhar para traz
Respostas?
Não as espero
Vou em frente
Sempre em frente
Siguindo em direção ao fortalecimento
Esse é primeiro e grande benefício
O grande achado
O grande tesouro a ser explorado dentro desse abismo
Buscarei forças para chegar ao topo
E lá permanecer
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