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Segunda, 06 Set 2010
Escrito por: digovinicius
digovinicius

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A infelicidade que habita dentro da alma humana.

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Explodi dor em meu peito, não consigo mais lhe segurar dentro de mim, vós parece ser bem mais forte do que eu.

Agora o que fazer, não sei mais como vos suportar. Vosso grito ecoa dentro de mim procurando uma saída dessa infeliz alma que caminha, sem rumo, pelo vale escuro da solidão.

É verdade, nunca procurei fugir de ti, mas, afinal, como fazer isso? Você se fez presente em quase todos os momentos, nos amigos que pensei que tivesse nas pessoas que pensei serem verdadeiras comigo, enfim, todas às vezes que pensei ter encontrado a felicidade me enganei, pois, eras tu oh infelicidade que se disfarçava. Quanto mais eu me aproximava daquilo que pensava ser feliz, eras tu que, disfarçada, procurava espreitar todos os meus movimentos, como se esperasse à hora certa para agir. Ah mas como o destino é pérfido e sabe à hora certa de atuar, quando tu pensavas que estava tudo bem para ti, se enganastes oh infelicidade; Estavas mais enganada que a mim que pensavas enganar a todo o instante. A vossa augusta irmã veio em meu socorro, sim, vossa irmã. Que com tanto desvelo veio em meu auxílio com um abraço aconchegante e me fez pensar que tudo poderia ser melhor, como se um sonho pudesse existir. Mas sonhos não existem, são apenas ilusões que gostaríamos que fossem verdade, e com um rijo balanço vós me acordastes, para aquilo que, impiedosamente chamastes de realidade.

Talvez se houvesse uma realidade sem a vossa indigna presença poderíamos cogitar a possibilidade de sermos felizes, sem temer um dia a vossa comparência em nossas vidas. No entanto, não existe outra realidade, apenas a que vivemos e com está temos que aprender a viver. Tu oh infelicidade perpétua, que insiste em ser o mais algoz de todos os sentimentos, tu que atormentas e afliges com vossa inquietude os corações dos apaixonados que sem resposta de vossas augustas amadas, sofrem com o fulgor de vossa angustiante presença dentro do peito.

Mas o que dizer de ti? Vós nos ensinais a sermos fortes diante das tribulações, a não desistirmos quando tudo parece perdido, porque tu angustiante sentimento, apesar de todas as vossas más qualidades, nos inspira a não desistirmos, mas, ao contrário do que muitos pensam, tu nos ajudas a realizarmos aquilo que muitos deixaram de acreditar, através de seus suntuosos movimentos faz-nos acreditar na superação.

Hoje muitos deixaram de acreditar neste ato que com suntuosidade faz com que a alma humana não pereça dentro de vós. Pois, todo o homem é chamado ao propósito com o qual foi criado, que é a perfeição.

Tu, oh infelicidade constante impulsiona à alma humana a procurar dentro de si respostas para a causa de sua existência, fazendo que com avidez encontre em si a felicidade, pois, tu nada mais és, do que à ausência daquilo que sois o contrário.

Felicidade que por excelência habita na alma de todos os homens.



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